Marie Forleo Experience em Nova Iorque: como foi conhecer esta empreendedora de sucesso

Se tivesse que escolher uma referência no empreendedorismo que sigo, que absorvo e que me inspira, o primeiro nome que me surge é a Marie Forleo.

Se não conheces a Marie Forleo, eis alguns factos:

  • Originária de New Jersey, tem 43 anos e é life coach e speaker motivacional
  • É conhecida sobretudo pelas dicas de empreendedorismo e negócios que dá no seu programa MarieTV e através da B-School
  • Trabalhou como trading assistant em Nova Iorque, como editora em duas revistas, mas foi 2001 que começou a dar os primeiros passos no empreendedorismo, criando conteúdos de coaching (após uma formação online de coach), enquanto conjugava trabalhos em bares e de aulas de dança. Aliás, em 2005 tornou-se uma das primeiras Nike Elite Dance Athletes
  • Em 2008 lançou o seu primeiro livro, intitulado Make Every Man Want You, traduzido em 16 línguas
  • Em 2009, lançou a Marie Forleo International, uma marca de business coaching, focando o seu trabalho em empreendedores e pequenos negócios
  • Em 2011, o Richard Branson (empresário e fundador da Virgin), convidou a Marie Forleo para receber mentoria no seu Centro de Empreendedorismo
  • Foi nesse ano, em 2011, que a Marie Forleo lançou o seu programa MarieTV, que podes acompanhar no YouTube clicando aqui
  • Em 2012, Marie Forleo é considerada pela Oprah Winfrey como “uma referência de liderança para a próxima geração
  • O site da Marie Forleo faz parte do top 100 de sites para empreendedores da Forbes

Everything Is Figureoutable – o novo livro da Marie Forleo

Marie Forleo - Everything Is Figureoutable
© Krystel Leal

No início do ano, começaram a ser divulgadas algumas informações gerais do novo livro da Marie Forleo, Everything Is Figureoutable. Estou a escrever este post ainda antes de ler o livro, portanto não te preocupes que não irei partilhar spoilers ou insights que só se tem lendo o livro.

Como disse acima, a Marie Forleo começou a sua carreira de empreendedora na área da dança. O mundo do espetáculo não lhe é, nesse sentido, estranho.

Quando no início de junho foi anunciado que o lançamento do livro iria ser marcado por um mega evento em Nova Iorque, fiquei logo curiosa. Mas foi sobretudo o que serviu para o descrever que me convenceu a marcar uma viagem até à outra costa do país para a ir ver. A descrição era:

Imagine if a Beyoncé concert (there will be dancing) and a Ted Talk had a baby (there will be inspiration and learning), then threw a party (with thousands of other creatives like you)…

Caramba, quando te prometem um espetáculo e uma ted talk, como resistir? E o interessante… é que a Experience foi mesmo isso.

O lançamento da Experience

A Marie Forleo vai fazer uma book tour do livro pelo país todo (leia-se, quando falo de país, falo de Estados Unidos), com passagem pela Austrália e pelo Reino Unido.

Mas esta experience não foi uma sessão clássica de book tour e ela quis deixar isso bem claro.

Anunciou o evento com toda a poupa e circustância, reservando o Hammerstein Ballroom, um teatro impressionante bem no centro de Nova Iorque, em frente ao Madison Square Garden.

Havia três tipos de bilhetes:

  • O Solid ($40) dava direito ao livro e a um lugar no balcão do teatro;
  • O VIP ($149) dava direito ao livro autografado e a um lugar na parte de baixo do teatro;
  • O Baller ($199) dava direito ao livro autografado, um lugar nas primeiras filas e a oportunidade de conhecer pessoalmente a Marie Forleo.

Os bilhetes foram lançados na semana dos meus anos… e bem, decidi oferecer-me uma prenda a mim própria, e comprei o Baller.

A chegada ao Hammerstein Ballroom

© Krystel Leal

O evento começou às 20h, mas as portas abriram às 18h para toda uma recepção de estrela.

Entre as 18h e as 20h, havia uma DJ a animar toda a sala e as pessoas que iam chegando. A Hannah Bronfman conseguiu por muita gente a dançar, enquanto se esperava pelo início do espetáculo.

© Krystel Leal

Quando cheguei à entrada do Hammerstein Ballroom, pediram-me o bilhete e colocaram-me uma pulseira prateada que me identificava como alguém que tinha o bilhete Baller.

Pulseira Baller © Krystel Leal

Entrei, recebi uns high fives dos membros da equipa da Marie que tinham claramente como tarefa de animar as pessoas que iam chegando.

© Krystel Leal

No lobby, tínhamos uma parte de merchandising com vários itens com o branding do novo livro da Marie Forleo: eram t-shirts, hoodies e garrafas de várias cores e feitios.

Perto das duas entradas principais do teatro, tínhamos duas boxes de música e dança, com fotógrafos que incentivam a tirar uma fotografia com o branding do Everything Is Figureoutable.

© Krystel Leal

E eis que quando entro no teatro, fico parva não só com a produção que vejo em cima do palco e que me deixa curiosa para o que estaria por vir, mas com a beleza da sala. Não admira que seja uma das salas mais reputadas da cidade.

Procuro o meu lugar, sabendo já a priori que seria na primeira fila.

O espetáculo

As luzes apagam-se, mas antes de vermos o que quer que seja, um anúncio vem da Jersey Marie, a personagem de Marie Forleo que incorpora o estereótipo de New Jersey (de onde ela é originária). Se nunca viste nenhum vídeo desta personagem, aconselho-te a veres: clica aqui para veres um dos meus favoritos.

A mensagem era clara: tal como um espetáculo da Broadway, os telemóveis eram totalmente proibidos. Nada de fotos, nada de gravação de qualquer tipo. Se alguém fosse apanhado a ir contra esta regra, a pessoa era expulsa da sala. Não querendo arriscar, sobretudo da primeira fila, o meu telemóvel ficou na mala.

O espetáculo foi gravado e vai, claramente, passar em algum lado. Netflix, YouTube, não sei… mas vai. As referências às “pessoas a ver em casa” foram várias ao longo do espetáculo.

As luzes apagaram-se, e o teatro encheu-se com um vídeo da Marie Forleo a brincar com a dualidade de imagem de mulher “certinha” com a mais descontraída e solta.

E eis que de repente, vemos uma dezena de dançarinos a entrar, a ocupar os três níveis do palco e a iniciar uma coreografia ao som de hip hop e pop. Impossível de não dançar na cadeira!

A Marie Forleo aparece no meio, dança e, em menos de nada, o palco é apenas ela e um microfone. Sabemos que aqui entra a parte da “ted talk”.

As instruções que ela dá a quem está a assistir são claras:

  1. não recusar nada do que ela vai dizer a priori,
  2. e dar o benefício da dúvida para experimentar o que ela nos sugerir.

Promete-nos, com isso, que no final do espetáculo vamos ter um boost para realizarmos sonhos e cumprirmos objetivos.

Conta-nos o porquê do título do livro, como surgiu a frase que é hoje o seu mantra e motor, e como é que nós a podemos usar em todos os contextos da nossa vida.

Quando estamos rendidos à oratória e poder esta coach, as luzes apagam-se novamente, mais imagens de uma Marie e mais dança incrível dos dançarinos.

Aqui, no entanto, o convite foi para que fosse a audiência a ser vista – o pedido para dançarmos e interiorizarmos a mensagem. E é nestas alturas que entendo uma coisa de forma muito clara: não há isto de dançar mal.

Há o dançar de forma verdadeira. Citando a própria Marie Forleo, “daqui a menos de 100 anos vamos estar todos mortos: queremos mesmo estar agora preocupados com o que os outros pensam?

Continuando com a “ted talk”, a Marie Forleo deu neste espetáculo várias ferramentas e exercícios que permitiram trabalhar este sentimento de que “tudo se resolve”, nomeadamente os bloqueios que não nos permite avançar nos nossos maiores objetivos.

Não Posso vs Não Vou

Falou muito de algo que me é muito próximo: as prioridades. A diferença entre o “can’t” e o “won’t” – em português, “não posso” e o “não vou”.

Quantas vezes damos por nós a dizer “não posso” quando, na realidade, não queremos? Dizermos “não posso” desresponsabiliza-nos. A culpa é do tempo que não existe, do dinheiro que não há ou do clima que não está.

Mas na realidade, na maioria das vezes o que acontece é que não fazemos dessa coisa uma prioridade. Os exemplos dados pela Marie Forleo foram poderosos e fazem mesmo pensar no facto de que queremos realmente algo, fazemos por isso.

Não há dinheiro? Trabalha-se mais horas, mais trabalhos ou vende-se coisas para se ter.

Não há tempo? Não se dorme ou dorme-se menos.

E, quando metemos a mão na consciência, percebemos que isso é mesmo verdade: quando queremos mesmo muito uma coisa, fazemos por isso.

O momento alto do espetáculo, da dança pelo menos, foi a atuação de uma bailarina de dança contemporânea ao som da música Titanium. Não percebo nada de dança contemporânea, mas aquela coreografia fez-me sentir que a aquela mulher estava a tirar um peso de dentro de si e a descobrir a sua maior prioridade – que era, no fundo, a mensagem que a Marie Forleo estava a tentar passar ao longo do espetáculo.

Unicidade

Outra mensagem poderosa que a Marie passou no espetáculo, foi a questão da unicidade.

A Marie contou que o Josh, o seu marido, atazanou-lhe o juízo durante vários anos para eles comerem mais verdes e beberem mais batidos. Ela nunca lhe deu muitos ouvidos, e arranjava desculpas de ser caro ou de não ter tempo.

Uns anos depois, conheceu a Kris Carr, a sua atual melhor amiga que é vegan e lhe falou muito dos benefícios de uma dieta mais saudável. E eis que a mensagem lhe fez sentido. Ao chegar a casa e contar isso tudo ao marido, ele achou piada… porque era exatamente tudo o que ele lhe andava a dizer nos últimos anos.

Moral da história: a forma como nós contamos as coisas e passamos a mensagem será sempre diferente.

Isto é muito importante – e é uma tecla na qual bato muito no Nomadismo Digital Portugal, porque há muito medo de “se ser mais um” ou “estar a entrar num terreno já demasiado cheio”. O que te vai diferenciar é a tua forma e singularidade. Se trabalhares esse diferencial, está tudo certo.

Não houve convidados, mas também não foram precisos. A Marie Forleo enche um palco sozinha, a mensagem dela é potente e a sua boa disposição e comunicação informal rende até o público mais cético.

Conheci a Marie Forleo!

Ao ter o bilhete Baller, tive a oportunidade de conhecer a Marie Forleo. Apenas um grupo limitado de pessoas foram convidadas a ficar dentro da sala depois do fim do espetáculo.

© Krystel Leal

Eu e as restantes pessoas com a “pulseira da sorte” fomos levados para uma sala à parte onde a Marie estava a tirar uma fotografia com cada uma das pessoas e a trocar algumas palavras.

A sala estava toda ela preparada para as fotografias ficarem perfeitamente alinhadas com o livro: todo um cenário, com as cores e frases do Everything Is Figureoutable.

Um fotógrafo profissional tirou fotografias, mas também me foi pedido o meu telemóvel por um membro da equipa da Marie Forleo para ir tirando fotografias.

Todo o processo estava muito bem organizado e agilizado para ser o mais rápido possível. Uma pessoa de cada vez e vá, nada de grandes conversas.

Aproximei-me da Marie, e ela abriu logo os braços para me dar um abraço. Disse um “Hi!” bem aberto e sorridente e perguntou-me como me chamava. Ficou feliz por eu ter o livro na mão para a fotografia e perguntou-me se gostei do espetáculo, e eu disse que sim e aproveitei para agradecer o trabalho dela e sobretudo o Marie TV.

Ela perguntou-me qual foi o meu episódio favorito e eu respondi apenas que adoro os “Q+A Tuesday”. Ela agradeceu e disse que era também das rubricas que ela mais gostava de gravar. Deu-me outro abraço e disse que esperava que eu gostasse tanto do livro e que me ajudasse nos meus objetivos.

E foi isto. Com tanta simpatia que ela espalhava a todas aquelas pessoas, só conseguia no entanto pensar no quão cansada aquela mulher deveria estar naquele momento.

O pós-Marie Forleo Experience

Foi a primeira vez que estive num evento de um coach, mas não foi a primeira vez que estive numa conferência de business. E sim, sinto mesmo que este evento apesar da componente de coaching/autoconhecimento, foi também um evento de negócios, com insights e gatilhos importantes muito para empreendedores.

A verdade, é que os exercícios mais que funcionaram: saí dali com certeza clara do que quero alcançar. Não sei quando vou alcançar esse objetivo, não sei o que é preciso fazer para o alcançar, mas sei que o vou alcançar. E como a Marie Forleo diz: a clareza é a maior arma para a realização.

© Krystel Leal